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Faz quase dois anos que um grupo de pilotos do Aero Clube da Costa Verde e do Aero Clube de Aveiro se decidiram juntar e realizaram, em conjunto, uma viagem de Espinho/Aveiro até Granada, Espanha.
No Sábado, dia 9 de Setembro de 2007, pela manhãzinha, estava previsto que ambos os aviões, o Cessna 172 CS-DIN do ACCV e o Piper PA32 CS-ALF do ACA, descolassem rumo a Badajoz, onde se iriam encontrar, para fazer o voo para Granada em conjunto. Os preparativos começaram no dia anterior, com uma visita pessoal ao ARO do Porto, onde se submeteram 6 planos de voo para o Cessna. É claro que quando se faz um plano com antecedência, alguma coisa acontece. A meteorologia decidiu pregar uma partida, e o avião de Espinho ficou retido durante quase três horas, devido ao nevoeiro. Já a aeronave de Aveiro não teve esse problema, e conseguiu descolar, iniciando assim a viagem mais cedo. Por volta das 10:30, o Cessna lá iniciou a viagem, rumo a Badajoz ( LEBZ ). Conforme fomos nos embrenhando no interior do pais, a visibilidade horizontal foi melhorando, mas nunca muito acima dos 10/15km. O voo até Badajoz foi feito pelo amigo Clemente, com o Coelho como "co-piloto". Correu, como era de esperar, com normalidade. Voou-se a nível 65, tendo-se cruzando a fronteira no ponto "ELVAR". Após abastecer o avião, pagar as taxas, carimbar o diário de navegação do avião e tratar de outros assuntos de natureza fisiológica, a viagem prosseguiu, VFR, para Granada ( LEGR ). Desta vez, voou-se a nível 60, sempre com os olhos de fora à procura dos nuestros hermanos aviadores. Em Portugal, mesmo em espaço aéreo não controlado,o serviço de informação de voo dá-nos sempre informação sobre todo o tráfego conhecido que nos afecta. Em Espanha... normalmente não sabem do outro tráfego... Este voo decorreu sem incidentes, tendo o amigo Coelho aterrado na pista 27 de Granada. Após passar a segurança, chamamos um taxi e fomos para a cidade, ter com os tripulantes do Piper, que já se encontrava no aeroporto fazia umas quatro horas. Após o encontro no hotel, a comitiva decidiu fazer um passeio turístico pela cidade, visitando assim todos os locais emblemáticos que esta bonita cidade tem para nos oferecer. Da esquerda para a direita, Miguel Costa ( CSDIN ), Daniel Pinto ( CS-ALF ), Teixeira ( CS-ALF ), Pedro Silva ( CS-ALF ), Miguel Clemente ( CS-DIN ), António Coelho ( CS-DIN ) e António Ramos ( CS-ALF ) . De relevo, A praça de touros, o bairro árabe e o famoso Alhambra. Após uma noite a passear e a saborear o que esta cidade nos tinha para dar, lá nos retiramos para o hotel, poiso dia seguinte seria mais um dia cansativo. O regresso foi muito mais atribulado. A ideia original era a de voar directo a Badajoz, mas a meteorologia não estava muito favorável. Tecto a nível 70, águaceiros, CBs embebidos. Foi decidido usar Évora como alternante. Consultaram-se os NOTAMs... e mesmo assim decidiu-se telefonar para o aeródromo para confirmar que se podia aterrar lá. Surpresa! O aeródromo está fechado por causa duma prova de aeromodelismo... ao inquirir o porquê de estar fechado sem NOTAM... ninguém soube responder. No final, foi-nos informado que a pista de terra estava em bom estado e poderia ser utilizada. Lá fizemos o voo de regresso, de Granada para Badajoz, com direito a uma aproximação ILS, "by the book", devido ao deteriorar da meteorologia. Pouco após o "Outter Marker", a pista ficou à vista e aterrou-se, sem necessidade de borregar e alternar para Évora. A partir de Badajoz estavam previstas mais 3 pernas : Badajoz-Santarem , Santarem-Coimbra e Coimbra-Espinho. Mas uma vez mais, houve uma alteração inesperada de planos. O pobre Clemente, que iria fazer a primeira perna, acabou por fazer o voo directo a Espinho, devido à meteorologia estar "menos boa" em todos estes aeródromos. Nem mesmo o aeródromo de Coimbra, onde a meteorologia estava razoável, pode ser utilizado para trocar de tripulante. O aeródromo estava fechado, sem NOTAM ( típico... ), para... adivinhem... uma prova de aeromodelismo! Aeromodelos 2 - Pilotaços 0. E assim, a viagem continuou, sempre com o mesmo piloto aos comandos. Aterramos em Espinho duas horas antes do pôr do sol. Miguel Costa |