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Estava um final de tarde abafado. Um típico dia de verão, com a Península Ibérica a sofrer a influência de um sistema de altas pressões. Um bom Sábado para se passear, fazer uns pic-nics... e muito propício a incêndios florestais.
Pois, nessa tarde, dia 18 de Julho de 2009, estava um incêndio florestal de grandes proporções a consumir uma vasta área de floresta na zona de Castelo de Paiva, o qual estaria a por em causa várias habitações. Eram 19:10 quando toca o telefone, por parte da Federação Portuguesa de Aeronáutica, a inquirir qual a viabilidade, dada a hora e a urgência de tal pedido, de colocar meios aéreos no ar, de modo a fazer um reconhecimento fotográfico da zona a arder. Após alguns telefonemas por parte do Coordenador do ACCV e por parte da Secretaria, lá foi possível preparar um voo, com o Piper Colt, e dois pilotos que, por sorte, moravam perto do ACCV e estavam, na altura, disponíveis para voar. 
O voo realizou-se, passado pouco menos de uma hora da hora de notificação, fornecendo ao CNOS/ANPC a preciosa informação de que necessitava de modo a melhor poder combater o incêndio. No dia seguinte, uma vez mais o ACCV foi chamado, para repetir o voo de reconhecimento do dia anterior, de modo a providênciar mais dados frescos para que o incêndio fosse, por fim, extinto, o que aconteceu durante a noite seguinte. Podemos assim constatar que o Aero Clube da Costa Verde teve um duplo baptismo de fogo este ano, tendo sido notificado, sempre em cima da hora, e cumprindo a sua missão com sucesso, reforçando assim, uma vez mais, o facto de ser uma Instituição de Utilidade Pública. Abaixo seguem algumas fotografias tiradas com o sistema montado na aeronave, do mesmo incêndio, no dia 19 de Julho de 2009.
Aproximação à zona de Castelo de Paiva.
As chamas muito próximas de uma povoação.
O relevo muito acidentado, e com poucos acessos.
Outro ângulo.
Outro ângulo. |